sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A porcaria do video da Sábado, de uma vez por todas

Também eu fiquei chocada com o famoso vídeo da revista Sábado, mas a parte que mais me chocou foi o prolongamento da humilhação daqueles estudantes pelos restantes universitários (quer estudantes, quer licenciados) na praça pública, que é como quem diz, nas redes sociais.
A melhor prova de que aquela não é uma amostra válida da população universitária é que entre os meus 800 contactos no facebook e amigos desses amigos cujos comentários li, foram poucos, muito poucos os que admitiram poder cometer uma calinada perante a pressão do microfone de um jornalista. Penso que a maior parte do pessoal, se estivesse na mesma situação teria dito: “para mim podem ser só perguntas de nível 3, por favor”.
No meio daquela vertigem de chamar estúpido ao próximo eu só pensava: “ah, era por causa de gente como vocês que as minhas pernas tremiam quando era chamada ao quadro...”
Agora sei bem quem sou. Com o conhecimento das minhas limitações fui deixando de temer o julgamento dos outros, mas sei também muito bem o que é ser humilhada por valentões que aumentam de tamanho à vista dos calcanhares de Aquiles dos colegas.
“Ah, como a juventude é ignorante”, pasmam-se, como se houvesse ignorância maior do que a do sábio que ignora a existência de ignorância.
Então com o “só sei que nada sei” não havia nada para aprender?
Lamento desiludir-vos, mas essa coisa de cultura geral está muitíssimo sobrevalorizada. A cultura geral que toda a gente devia ter é a de saber o que é um refogado. E saber fazer um refogado. E saber lavar a roupa sem que as t-shirts brancas fiquem todas cor-de-rosa. Isto é conhecimento verdadeiramente útil e básico que muito intelectual não tem.
Talvez devêssemos valorizar mais os conhecimentos práticos, emocionais, sensoriais. Servir-me-á mais saber desfrutar do tecto da Capela Sistina do que saber quem a pintou.
Empinar o nome de uns quantos escritores e suas obras mais importantes é coisa para se fazer em poucos minutos mas garante um brilharete ao jantar. Já pegar num skate e fazer um Ollie implica muitas horas de dedicação, confiança, coragem, capacidade de auto motivação, perseverança. E a sociedade valoriza isso? Parece-me que não...
Paro muitas vezes para ver os miúdos a andar de skate e acho-os admiráveis, verdadeiramente admiráveis Não faço ideia se saberão o que é a Critica da Faculdade de Juízo. Eu sei, porque perdi horas a ler um livro indizivelmente chato para melhorar a nota de Estética II em vez de passar pela experiência de me equilibrar sobre uma prancha com rodas, num parque cheio de sol. Foi a minha escolha, mas não me trouxe grande felicidade.
Não me dei ao trabalho de escrever isto tudo para desculpar a falta de cultura. Não, só quero chamar a atenção para a existência de muitas formas de saber. É fácil julgar com base no trabalho de um jornalista que se limitou a seleccionar os piores momentos de uns quantos para pôr toda a gente de queixo até ao chão.
Aquelas pessoas não são só aquilo.

Não sejam bullies... De que serve saber quem foi Alexandre Magno e não ter Magnanimidade?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

recortei e guardei isto, não sei porquê

desabafo

Fui ficando como a Anita porque a minha mãe nunca me deixaria ficar como a Peaches.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

a banda sonora do dia


Olha, ando de novo a acordar antes do sol.

domingo, 13 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

querido diário











... hoje jantei com o Dr. Sousa Martins n'Aquele Lugar em Alcântara.