domingo, 27 de janeiro de 2013

Automedicação

Quando eu era miúda a minha avó castigava-me os palavrões com pimenta na boca.
Agora uso o dentífrico de pimenta preta da Lush.
E esfrego bem.
Três vezes ao dia.

sábado, 26 de janeiro de 2013

{Querido Diário}

Bom dia, bizarria:
A minha vizinha chinesa (ou coreana, sei lá...) pendurou no estendal o que visto daqui parecem ser dezenas de ratinhos esfolados atados a um fio. Volta e meia vem olhar para eles, toca-lhes com a ponta do dedo, volta para dentro.

Viajar para quê?
Um bom almoço de sábado também para vocês...


(tenho fotos, mas também tenho a certeza de que não as querem ver...)

domingo, 13 de janeiro de 2013

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

{anita mamã} - o paganastá

É certo: nos dias em que tenho mais pressa ele avança mais lentamente.
Perdemos o autocarro, ainda há quatro quarteirões para percorrer e o miúdo a pedinchar não sei o quê, a apanhar coisas do chão, a sentar-se nas soleiras das portas, a dizer que já está cansado, a andar como um pateta.
-Simão, pelo menos anda como gente! Dá a mão, a mãe tem pressa.
-Sou o paganastá!
-És o quê?
-O paganastá, o paganastá, mãe. Não sabes? O paganastá anda na rua assim...
Percorri mentalmente a lista de todos os bichos estranhos que as mães dos rapazinhos de 5 anos têm obrigação de conhecer: suricatas, guaxinis, tapires, tamanduás, tatus, pangolins, ornitorrincos, equidnas, quivis, lémures... inútil, na minha memória não viviam paganastás.
-A mãe não sabe o que é um paganastá.
Então ele fez uma expressão de desespero que eu já tinha visto em todos os meus professores de matemática e começou a cantarolar a música do paganastá.

Uu-pá-ganastá

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sublinhado

 


Thomas Mann
A Morte em Veneza