quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

um petisco para fãs da matemática





Nunca saberia da existência do Crivo de Eratóstenes se não tivesse encontrado um papelinho primorosamente manuscrito dentro dos "Elementos de Aritmética Racional para o VII ano dos liceus" de Francisco Ferreira Neves.






quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Paixão global?

É estranho ver toda a gente, um pouco por todo o mundo apaixonada pelo mesmo homem. Penso que nunca tinha assistido a um fenómeno destes...

O cheirinho da esperança atrai as setas do cupido, mas o carisma é sem dúvida a característica que confere mais poder. E carisma não falta a Barack Obama

brinquedos obama
tecidos obama
colar "yes we can"
obama faça-você-mesmo

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

hoje



Em Alvalade, às 7 da manhã havia nevoeiro cerrado e chilrear de passaritos em som surrond.
Neste fase da vida a minha hora favorita é a dos primeiros raios de sol. É inauguração de um dia inteiro de possibilidades.
Lembro-me que quando andava na faculdade, gostava mesmo era do lusco-fusco... Entre a saída das aulas e a chegada a casa havia sempre tempo para uma bebida, uns desenhos em guardanapos ou toalhas de papel e uns dedos de conversa. Eram só 5, 7 minutos, mas muito intensos.

PS: ando com saudades de uma boa braseira...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Dostoiévski e Kurosawa por Gilles Deleuze

"Eu sugiro uma resposta que creio tocar um pouco à filosofia. Nos personagens de Dostoiévski, produz-se muitas vezes algo bastante curioso, que pode dizer respeito a um pequeno detalhe. Geralmente, eles são muito agitados. Um personagem sai de casa, desce até a rua e diz: “Tânia, a mulher que amo, me pede ajuda. Vou correndo, ela morrerá se eu não for”. Ele desce a escada e encontra um amigo, ou vê um cão atropelado, e esquece, esquece completamente que Tânia o espera, à beira da morte. Ele se põe a falar, cruza com outro camarada, vai até sua casa tomar chá e, de súbito, diz novamente: “Tânia me espera, é preciso que eu vá”.O que significa tudo isso? Em Dostoiévski, os personagens são perpetuamente vítimas da urgência e, ao mesmo tempo em que eles são vítimas dessas urgências, que são questões de vida ou morte, eles sabem que há uma questão ainda mais urgente, embora não saibam qual. E é isso que os paralisa. Tudo se passa como se, na maior urgência – “É um incêndio, é preciso que eu vá” –, eles se dissessem: “Não, existe algo ainda mais urgente. Não moverei um dedo até saber do que se trata”. É O idiota [romance de Dostoiévski filmado por Kurosawa]. É a fórmula de O idiota: “Veja, há um problema mais profundo. Qual problema, não saberia dizer ao certo. Mas me deixe. Tudo pode arder... É preciso encontrar esse problema mais urgente”.Isso Kurosawa não aprendeu de Dostoiévski. Todos os personagens de Kurosawa são assim. Eis um belo encontro. Se Kurosawa pode adaptar Dostoiévski, é pelo menos porque pode dizer: “Temos um assunto em comum, um problema em comum”. Os personagens de Kurosawa metem-se em situações impossíveis, mas atenção: há um problema mais urgente."
Para ler o texto completo.