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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Do amor ainda que (nº 2)

 

 

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Histórias de amor do caneco (Gauguin e Teha'amana)









Nos finais do séc. XIX, o pintor Paul Gauguin abdicou do conforto e das certezas europeias para ir em busca do fundo selvagem do ser humano. No seu caderno de viagem Noa Noa (que significa em taitiano, perfume, feitiço e pau-rosa) faz o relato da sua vida no Taiti e da sua relação com a jovem Teha'amana (que tinha apenas 13 anos quando se conheceram).

terça-feira, 24 de abril de 2012

Histórias de amor do caneco (Zelda e Scott Fitzgerald)



Scott e Zelda, que conseguiram dançar com genialidade
o complexo tango* do bêbado e da maluquinha...


"A história da minha vida é a história do conflito entre uma irresistível necessidade de escrever e um conjunto de circunstâncias que resolviam dissuadir-me de o fazer"

(Scott Fitzgerald)


"I am loving, loving every tiny minute of the day and night
Scott

there's nothing in all the world I want but you
and your precious love
All the materials things are nothing.

I'd just hate to live a sordid, colorless existence - because you'd soon love me less

and less
and I'd do anything
anything

to keep your heart for my own
I don't want to live
I want to love first, and live incidentally...
Don't

don't ever think of the things you can't give me
You've trusted me with the dearest heart of all
and it's so damn much more than anybody else in all the world has ever had
Don't you think I was made for you? I feel like you had me ordered
and I was delivered to you
to be worn
I want you to wear me, like a watch
charm or a button hole bouquet
to the world.

And then, when we're alone, I want to help

to know that you can't do anything without me...

All my heart"

                                                  
(Zelda, numa carta a Scott)



*no caso talvez fosse um charleston...

terça-feira, 17 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Histórias de amor do caneco

José Moreno Carbonero, La conversión del duque de Gandía, 1884

"Tendo a imperatriz falecido em Toledo, e estando nessa época o soberano em Granada, encarregou o Duque de Gândia, um dos muitos apaixonados platónicos da bela imperatriz, de a conduzir até si a fim de a sepultar. Chegados lá, ao abrirem cerimonialmente o caixão de D. Isabel a fim de verificarem a identidade do régio cadáver, a sua decomposição ia já avançada, destruindo a formosura da mais bela mulher daquele tempo. Segundo a lenda, perante a hedionda visão do seu cadáver descomposto o ainda Duque de Gândia, casado com a portuguesa D. Leonor de Castro, uma das suas damas, e que tanto e tão longamente amara a linda imperatriz à distância, jurou nunca mais servir a senhor humano algum, e optará pela vida religiosa ingressando na Companhia de Jesus." (daqui)




quarta-feira, 4 de maio de 2011

de amor não se morre

de amor vive-se.
as pessoas que julgamos terem morrido de amor, morreram foi da falta dele.

terça-feira, 29 de março de 2011

Histórias de amor do caneco

«Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada. Deram-lhe o balanço para o arremessarem longe. E, antes que o baque do cadáver se fizesse ouvir na água, todos viram, e ninguém já pode segurar Mariana, que se atirara ao mar.
(...)
Viram-na, um momento, bracejar, não para resistir à morte, mas para abraçar-se ao cadáver de Simão, que uma onda lhe atirou aos braços.»

Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco

(esta história, obviamente, não podia faltar à colecção)

via Gato sem Alma.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Histórias de amor do caneco

(Deixada pelo Sr. do Sax na minha caixa de comentários)

"O Alexandre O'Neill apaixonou-se um dia pela francesa Nora Mitrani, ela parte para Paris e ele não suportando a distância decide partir para o lado de lá da ausência, mas é barrado no aeroporto, seu pai, muito influente no país pré-74 solicitou às altas instâncias que este não pudesse abandonar o país...e ele, destroçado escreveu este triste lancinante e belo "Adeus Português":




Nos teus olhos altamente perigosos

vigora ainda o mais rigoroso amor

a luz dos ombros pura e a sombra

duma angústia já purificada



Não tu não podias ficar presa comigo

à roda em que apodreço

apodrecemos

a esta pata ensanguentada que vacila

quase medita

e avança mugindo pelo túnel

de uma velha dor



Não podias ficar nesta cadeira

onde passo o dia burocrático

o dia-a-dia da miséria

que sobe aos olhos vem às mãos

aos sorrisos

ao amor mal soletrado

à estupidez ao desespero sem boca

ao medo perfilado

à alegria sonâmbula à vírgula maníaca

do modo funcionário de viver



Não podias ficar nesta casa comigo

em trânsito mortal até ao dia sórdido

canino

policial

até ao dia que não vem da promessa

puríssima da madrugada

mas da miséria de uma noite gerada

por um dia igual



Não podias ficar presa comigo

à pequena dor que cada um de nós

traz docemente pela mão

a esta pequena dor à portuguesa

tão mansa quase vegetal



Mas tu não mereces esta cidade não mereces

esta roda de náusea em que giramos

até à idiotia

esta pequena morte

e o seu minucioso e porco ritual

esta nossa razão absurda de ser



Não tu és da cidade aventureira

da cidade onde o amor encontra as suas ruas

e o cemitério ardente

da sua morte

tu és da cidade onde vives por um fio

de puro acaso

onde morres ou vives não de asfixia

mas às mãos de uma aventura de um comércio puro

sem a moeda falsa do bem e do mal



Nesta curva tão terna e lancinante

que vai ser que já é o teu desaparecimento

digo-te adeus

e como um adolescente

tropeço de ternura

por ti



Alexandre O'Neill



PS - desculpa ser tão longo, a culpa é do O'neill que não sabe escrever menos..."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Histórias de amor do caneco



A relação de Amedeo com Jeanne Hébuterne foi tumultuosa. O pintor era problemático e viciado em drogas. Os maus-tratos, abandonos e traições eram um sofrimento constante para Jeanne, que apesar de tudo não conseguia viver sem Modigliani. Quando soube da sua morte, a musa (também pintora) suicidou-se, atirando-se de uma janela de 5º andar. Estava grávida de nove meses. Por tudo isto foi-lhe negado o direito a um enterro cristão e os pais tiveram de a velar e sepultar às escondidas. Anos mais tarde o seu corpo foi transladado.

Hoje dorme junto de Amedeo e do filho que não chegou a nascer no cemitério de Père Lachaise, em Paris.



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

histórias de amor do caneco



nota breve:
o casamento de Federico Fellini e Giulietta Masina durou 50 anos e 1 dia: o realizador morreu no dia que se seguiu à comemoração das bodas de ouro.